Mais de mil pessoas sem-abrigo foram abrangidas no último ano por medidas como apartamentos partilhados ou ‘housing first‘, anunciou a ministra da Solidariedade, acrescentando que o Governo tem “vários projetos” relativos à bolsa de alojamento urgente.
“Neste momento, já temos vários projetos relativamente à Bolsa Nacional de Alojamento Urgente e Temporário, que é aliás um programa financiado pelo PRR [Plano de Recuperação e Resiliência], relativamente ao qual tivemos várias candidaturas, precisamente para criar espaços de emergência em situações especiais, quando é preciso encontrar uma solução de urgência de resposta para alojamento”, disse a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, à margem do Encontro Nacional da ENIPSSA — Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas em Situação de Sem-Abrigo.
Segundo a ministra, o Governo tem procurado “criar situações de resposta através de modelos de ‘housing first’, de apartamentos partilhados, para uma situação já de transição, e também de centros de resposta de emergência social” para pessoas em situação de sem-abrigo.
Ana Mendes Godinho adiantou que, no último ano, “mais de mil pessoas” foram abrangidas “por apartamentos partilhados e ‘housing first'”, medidas que serão para continuar.
Segundo o Governo, as soluções ‘Housing First‘ e Apartamentos Partilhados pretendem promover o acesso a habitação para pessoas em situação de sem-abrigo, financiando equipas técnicas de suporte e acompanhamento em resposta habitacional, numa abordagem personalizada que promova a sua autonomia e inserção social.
O objetivo é “aumentar esta capacidade de resposta, porque é fundamental para as pessoas em situação de sem-abrigo garantir desde logo a capacidade de terem uma casa”, o que significa um “primeiro passo” para garantir a integração.
“Com as respostas que temos, procuramos que sejam acompanhados por uma equipa multidisciplinar, que tem desde a dimensão do acompanhamento psicológico, a acompanhamento na capacitação para reintegração no mercado de trabalho”, assegurou Ana Mendes Godinho.
A governante salientou que o objetivo é que seja “uma resposta integrada” e que “não sejam respostas meramente assistencialistas nem caritativas, sejam mesmo respostas que permitam uma integração real das pessoas”.
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