Na rua, a servir refeições quentes, 365 dias por ano

Sem as instituições de solidariedade "morria de fome"

A Reuters acompanhou uma equipa de rua do CASA onde testemunhou um aumento significativo do número de pessoas que cada vez mais recorrem a instituições de solidariedade para conseguirem alimentação.

José Moreno, de 48 anos, foi obrigado a ir viver para a rua há cerca de seis meses. “Para pessoas com pouco dinheiro, está a ficar impossível”, conta Moreno depois de receber uma refeição distribuída pela equipa do CASA nas ruas de Lisboa.

Um outro homem entrevistado pela Reuters desabafa: Sem as instituições de solidariedade "morria de fome", conta o homem que preferiu não se identificar.

De acordo com dados divulgados pelo Eurostat, o impacto da invasão da Rússia à Ucrânia fez com que, por exemplo, o preço do pão na União Europeia disparasse em média 18% quando comparado com agosto de 2021.

Maria Loureiro, da direção do CASA, relata que, como consequência da guerra, o custo de vida tem vindo a aumentar de forma significativa e, consequentemente, também o número de pessoas em situação de sem-abrigo. A responsável do CASA conta ainda que este cenário de crise também levou as pessoas a cortarem nos donativos.

“Temos que fazer um esforço maior para chegar a todos, mas não temos capacidade de responder a todas as pessoas”, acrescentou Maria Loureiro, explicando que os pedidos de apoio aumentaram cerca de 30% no primeiro semestre de 2022 em relação a 2021.

 

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